A coisa finalmente fedeu na Formula 1. E fedeu feio! Foi confirmado por todos os lados, inclusive com a exposição do depoimento à FIA, que Nelsinho Piquet entrou no esquema com a Renault para bater no GP de Cingapura do ano passado.
A manobra foi extremamente arquitetada pelos chefões da escuderia – Flavio Briatore e Pat Symonds – com aval de Piquetzinho, que alegou estar fraco emocionalmente, com medo de perder a vaga no time na temporada que viria a seguir.
O beneficiado foi Alonso, que entrou na corrida com uma estratégia armada de combustível. O espanhol entraria para reabastecer voltas antes do brasileiro bater, forçando o safety car. Assim Alonso voltaria em vantagem e poupando gasolina.
Foi tudo perfeito. Piquet bateu, Alonso encaixou a tática e venceu a corrida. A idéia do plano era justamente beneficiar o time e o piloto preferido.
Só agora tudo veio à tona. Fontes fortes afirmam que foi o Piquet pai que denunciou o caso. Curioso, pois para se vingar de Briatore, que expulsou seu filho da equipe, ele acabou sacrificando a possível carreira do jovem, na mira de uma punição severa.
As informações dão conta ainda que Fernando Alonso não sabia de nada. Tudo foi armado sem que as coisas chegassem ao ouvido do campeão. Este deve escapar ileso do caso.
Ficou muito feio para a Renault, Briatore e Piquet, que já não tinha um prestígio grande na categoria, inclusive sendo criticado por pilotos da “base”de manipular resultados para chegar ao topo.
Resta sabe o andamento do processo, os depoimentos dos chefões e as soluções que a FIA vai divulgar. Dificilmente Piquetzinho vai estar na temporada do ano que vem dentro de um Formula 1.
Vale lembrar que não é a primeira vez que um brasileiro envolve em polêmica. Lembremos bem de Barrichello e suas tiradas de pé para Schumacher passar e vencer as corridas. Triste.
Dica – Vale a pena acompanhar o jornalista Victor Martins, do IG. Sempre bem informado sobre a categoria, divulga notícias em primeira mão em seu blog. Siga também o seu Twitter
Não sei quanto a vocês, amigos que lêem o Zoom Esportivo e gostam de tênis, mas eu tenho certa aversão ao circuito feminino. Digo tecnicamente, pois há outros ângulos muito bons de se acompanhar a disputa das mulheres.
O fato é que o nível atual não convence e não anima de assistir. As favoritas oscilam, jogadoras que chegam ao posto de número 1 e não justificam tal posição, sendo eliminadas precocemente de torneios muito mais pelos seus erros do que mérito das novatas.
Sempre podemos resumir as competições em poucos nomes. Tudo bem, o circuito masculino também vem sem surpresas – sempre com Federer, Nadal, Murray, Djokovic e outros – mas ainda sim os jogos são disputados e bem jogados.
Neste US Open a situação está escancarada. No momento que assisto a sensação americana Melanie Oudin, de 17 anos, apanhando e se recuperando diante de Nadia Petrova, penso justamente no nível.
A número 1 Dinara Safina já foi eliminada. Mostrou uma grande incompetência para sacar, sendo um jogo com mais de 20 duplas-faltas. O mesmo ocorreu com Maria Sharapova, que caiu para a própria Oudin.
Na primeira rodada ainda vimos a queda de Ana Ivanovic, musa e ex-top 1. Pela derrota, a sérvia alegou falta de confiança e se afastou do tênis temporariamente. Outra boa eliminada foi Elena Dementieva, precocemente.
Assim apenas um nome sobrevive como franco favorita: a norte-americana Serena Williams, cabeça de chave número 2 e aspirante ao topo.
Sua rival deve ser a belga Kim Clijsters, que voltou ao circuito com o gás total, eliminando recentemente a irmã de Serena, Venus.
Nessa gangorra toda fica difícil apostar no tênis feminino. Falta mais consistência por parte das melhores colocadas. A cada torneio, não sabemos que vai entrar forte por conta dessa fase estranha que as mulheres vivem.
Por conta disso, prefiro analisar tecnicamente apenas os homens. De resto, fico a vontade para observar.
Após a boa vitória sobre a Argentina e a vaga na Copa, tivemos outra boa notícia no final de semana com a conquista da Copa América pelo Brasil no basquete masculino.
Mais do que o carimbo para o Mundial na Turquia, ano que vem, a seleção recuperou o prestígio e voltou ao caminho das vitórias, algo que não vinha acontecendo recentemente.
Podemos dividir o bom momento com a presença do treinador espanhol Moncho Monsalve, que pela primeira vez teve tempo para trabalhar com o time, que recebeu o reforço dos grandes jogadores da NBA e da Europa – exceção de Nenê.
A seleção tomou forma e com a ascensão do NBB podemos receber novos nomes num futuro próximo, já que o campeonato deu certo e os times fizeram grandes exibições na última edição.
O grande problema, no entanto, que pode acabar com esse otimismo dos fãs do basquete, vem da CBB. A confederação ainda não decidiu se vai renovar com Moncho, que teve seu contrato encerrado logo após a final de ontem, contra Porto Rico.
O espanhol deseja ficar, os jogadores já manifestaram sua opinião a favor, mas parece que a relação não é das melhores. Ainda mais se julgarmos pelo início da Copa América, quando Monsalve criticou as instalações porto-riquenhas e causou mal estar.
Não sou nenhum especialista em basquete nacional, mas parece que sempre tivemos problemas com o comando. Jogadores já entraram em litígio, treinadores já criticaram. Parece ser fácil complicado lidar com a CBB.
Para o bem da seleção e para o bom andamento do trabalho, espera-se que CBB e Moncho se entendam o quanto antes e que o espanhol seja mantido, embora tenha circulado que um substituto da Croácia já foi sondado.
Talvez seja por isso que outros esportes oscilem tanto e não tenham grandes desempenhos…
A frase pode ser manjada, mas parece encaixar perfeitamente no que presenciamos neste final de semana. No sábado, contrariando algumas previsões e um tabu, o Brasil atropelou a Argentina na casa dos hermanos e carimbou seu passaporte de forma antecipada para a Copa do Mundo.
Foi um grande jogo, mostrando a força e todo favoritismo brasileiro para o ano que vem, além de escancarar o péssimo momento vivido pela Argentina, seus jogadores e, principalmente, o comandante Maradona.
O fato é que nessa brincadeira temos todos que bancar o Dunga. Ele que há um ano vivia sob vaias e críticas, justamente após o empate contra os próprios hermanitos, desta vez em nossas terras, deu a volta por cima e embalou.
A moral do treinador novato é tanta que até a FIFA reconheceu. Em um artigo especial sobre a Seleça, a entidade máxima do futebol destacou que Dunga “preserva números perfeitos” e as estatísticas não mentem.
Desde a derrota para o Paraguai, em junho de 2008, o Brasil emplacou uma seqüência fantástica. São 18 jogos invictos, sendo os dez últimos apenas com vitória. Nas eliminatórias, campanha invejável: 30 pontos, 28 gols e sete sofridos.
A imprensa nacional e internacional destaca a mudança de postura que o treinador impôs aos seus comandados. Há outra maneira de encarar o fato de servir a Seleção, o jogo com alegria, a relação com a imprensa, o fim dos oba-obas e outros detalhes importantes que mudaram o Brasil.
Dunga definitivamente é o cara e agora é preciso reconhece-lo. Apostou em peças que se sobressaíram e hoje são imprescindíveis. É só olharmos para o fim da estigma da camisa 9. Luís Fabiano é dono absoluto e titular na Copa se nada acontecer. São 19 gols em 20 participações.
Resta esperar que esse espírito atual, essa mesma vontade permaneça até 2010. Até lá, se chegarmos dessa maneira, teremos tudo para levar o hexa.
Propagandas bem boladas sempre chamam a atenção nos intervalos dos programas. Com o esporte, a situação não é diferente. Apesar de formado em jornalismo, sempre gostei muito de ver propagandas bem boladas, principalmente aquelas que envolvem torcida, jogadores e tem um clima diferenciado.
Separei abaixo algumas bem legais:
- Nova camisa do Palmeiras
- Chegada da Olympikus ao Flamengo
- Michael Jordan -- Gatorade
- McLaren Mercedes F1
- Shell F1 Ferrari