Lições da Libertadores
12 fev
Postado por Ique Muniz em Futebol
A Libertadores começou para os clubes brasileiros já dando a lição básica da competição: “catimba vai existir sempre e é preciso controle”. O Cruzeiro, finalista da edição passada, parece não ter lembrado disso.
O time mineiro pegou um grupo difícil. Enfrentou na estréia uma parada dura, fora de casa, contra o Velez Sarsfield.
2×0 para os argentinos, com direito a gol de um velho conhecido dos corintianos – El Tanque.
Não bastasse o resultado negativo, a circunstâncias que cercaram a derrota cruzeirense é que preocuparam. Dois expulsos ainda no primeiro tempo.
Gilberto, logo aos dois minutos, recebeu vermelho por levantar demais o pé e não ter visto a chegada de Sebá, outro ex-corintiano. Foi a segunda expulsão na Libertadores, já que o meia-lateral foi para o chuveiro na estréia da fase pré, contra o Potosí. Pior que o cidadão está convocado para a Seleção.
Pouco mais de 30 minutos depois, o zagueiro Gil foi expulso por falta na entrada da área. As coisas aí ficaram praticamente impossíveis.
Tudo bem que o juiz caiu na pressão da torcida do Velez, tudo bem que ele não usou do mesmo critério, já que houve agressões nos cruzeirenses indevidamente punidas. Mas aí voltamos à lição da Libertadores.
Isso é ingrediente básico da competição. Times catimbeiros, torcidas que pressionam e árbitros de outros países que cedem facilmente, tem baixa qualidade e acabam estragando duelos que seriam interessantes.
É preciso foco ao Cruzeiro. Expulsões assim podem fazer ruir o sonho azul de chegar à final novamente. O time é muito bom, mas precisa de equilíbrio e cabeça para encarar a Libertadores.
O mais engraçado de tudo isso é a equipe esta calejada…
Tomara que tenha sido apenas um dia atípico no futebol.

