Arquivo de novembro, 2009

Davydenko é a surpresa no ATP Finals

Davydenko levanta a taça (foto:EPA)Nikolay Davydenko. Esse é o nome do novo campeão das finais da ATP, famoso torneio que encerra o ano no tênis e reúne os oito melhores do ranking masculino.

Um torneio espetacular em todos os sentidos, tanto no nível, no nome e no visual. Desta vez os jogos rolaram em Londres, uma espécie de teste para as Olimpíadas, sempre noturnos, em um ginásio bem bacana.

Conhecido por ser um tenista de qualidade, mas sempre muito fechado, frio, o russo brilhou na final contra o argentino Juan Martin Del Potro. Desta vez, deixou a característa tradicional de lado e vibrou demais, se emocionou e ergueu a taça após vencer por 2 sets a 0.

Foi o 19º título de sua carreira. Davydenko tem 28 anos e já é experiente. Talvez esse seja o mais importante troféu de sua carreira até aqui, uma vez que só venceu alguns Masters em toda sua trajetória.

Sua campanha no ATP Finals foi bastante interessante. Enfrentou jogos difíceis e passou por adversários como Nadal, Soderling e Federer (na semifinal).

Talvez animado pela vitória sobre o número 1 do mundo, o russo entrou com todo gás diante de um Del Potro meio derrubado após um difícil duelo na semifinal com Soderling. Depois de duelos demorados e sempre em três sets, o tenista se surpreendeu ao vencer rapidamente em sets diretos.

Bom para o tênis, já que mais um tenista se credencia no seleto grupo de grandes jogadores no momento. Espero que a próxima temporada traga ainda mais equilíbrio e que mais nomes se juntem aos tops.

Mas que essa final surpreendeu… Isso surpreendeu…

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Barcelona e o domínio sobre o Real

Ibra marca o gol do Barça (foto: Victor R. Caivano/AP)Não dá pra não passar em branco. Apesar de não ter acompanhado a partida na íntegra, visto apenas os melhores momentos, vale destacar a vitória do Barcelona em cima do Real Madrid no superclássico espanhol, cercado de expectativas sempre que ocorre.

Mesmo com o esquadrão milionário em campo, com o retorno definitivo de Cristiano Ronaldo, os merengues voltaram a esbarrar no rival. Aliás parece que já está virando tabu. O Barça sempre domina e se sobressai, derrubando o adversário, principalmente em casa – local do duelo deste domingo.

O herói foi Ibrahimovic, que saiu do banco de reservas (vem se recuperando de lesão) para levantar a torcida catalã. Marcou aos dez minutos do segundo tempo o tento que garantiu os três pontos e o retorno à liderança da Liga Espanhola. Com um cruzamento açucarado de Daniel Alves, o sueco imendou de primeira, vindo por trás da zaga de Madri.

Messi perdeu ainda um gol feito, Cristiano Ronaldo desperdiçou chance de cabeça e Benzema não empatou em um lance em que errou feio. O Barcelona ainda passou metade da etapa final com um a menos, após Sergi Busquets ter sido expulso por mão na bola.

Fica aqui o registro do clássico, onde cada vez mais vemos o Barcelona dominante. Mesmo com um elenco mais caro, o Real não consegue derrubar o rival. Resta esperar se o quadro muda no segundo turno, quando o duelo acontecerá no Santiago Bernabéu. Mas isso é assunto apenas para o ano que vem…

Reviravoltas no Brasileirão

Flamengo quase láNa última semana havia escrito por aqui que a disputa pelo Brasileiro ainda estava em aberto. A briga não havia acabado apesar dos resultados negativos dos favoritos São Paulo e Flamengo. Pois é, a situação mudou totalmente de figura nesse domingo.

Com todos os jogos acontecendo ao mesmo tempo, sobrou emoção aos torcedores. A bolinha que anunciava os gols, os anúncios dos narradores, aconteciam o tempo inteiro.

Sobrou emoção e felicidade aos aspirantes ao título e ao rebaixamento. Mudanças na tabela apontam uma última rodada emocionante – principalmente para a maior torcida do país, que pulou para a primeira colocação e agora tem uma mão na taça, com dois pontos de vantagem para os rivais.

Num jogo cercado por polêmicas, chuva e reclamação em cima da arbitragem, o Flamengo venceu o Corinthians por 2×0. Contou com a ajuda do Goiás, que não diminuiu o ritmo da rodada passada, jogou ainda melhor e atropelou o São Paulo por 4×2, de virada.

Os rivais aproveitaram e embolaram tudo pela Libertadores. Inter e Palmeiras venceram, respectivamente, Sport e Galo, ultrapassando o Tricolor paulista. Todos têm 62 pontos, mas o Colorado está em segundo. Pior para o Atlético-MG, que depois de liderar o campeonato, agora nem chances de Libertadores tem mais.

No lado debaixo, o Fluminense saiu da zona do rebaixamento. Apesar da paulada no meio da semana na final da Sul-Americana, o Tricolor carioca não tomou conhecimento do inexpressivo Vitória e goleou por 4×0. Pulou para fora da degola graças a derrota do Botafogo para o Atlético-PR, num confronto direto de desesperados.

O Náutico, goleado pelo Santo André fora de casa, faz companhia ao conterrâneo Sport no time dos já rebaixados. Os paulistas estão quase lá também.

Para o domingo emoções não vão faltar. O Flamengo só precisa bater o Grêmio em casa para ser campeão. Apenas o Cruzeiro ainda tem chance de beliscar uma vaga na Libertadores. Do lado debaixo, o Flu só depende de si, mas enfrenta o Coritiba fora de casa, que ainda sofre ameaças. O Botafogo pode tirar o Palmeiras do G4 se vencer e conseguir se salvar…

Muita coisa vai acontecer. Parafraseando Galvão: “haja coração!”

Uma parada para o rock’n'roll

Brian Johnson e Angus Young

Tudo bem, eu peço desculpas a vocês, leitores do Zoom Esportivo, que deram show esse mês ao triplicar o número de acessos a este humilde site/blog. Fiquei vários dias sem atualizar. Na quinta-feira, viajei à São Paulo para dar um passo importante na minha vida e também presenciar um momento histórico.

Peço licença, antes de continuar a falar sobre esporte, para contar um pouquinho disso que vivi na sexta-feira, 27. Estive no estádio do Morumbi. Fui um dos 65 mil felizardos que tiveram a felicidade de estar no show do AC/DC, tradicional banda de rock, que aparenta estar em sua última turnê.

Foi um momento que vou guardar pra vida inteira. Conheci o som dos caras ainda menino, através do meu pai e da minha mãe, amantes de rock antigo. Desde então, tenho CDs e acompanho o trabalho dos australianos, principalmente Angus Young, este que colo entre um dos maiores guitarristas que já vi/ouvi tocar.

O Morumbi respirava rock’n'roll na sexta à noite. Muita gente, de tudo quanto é canto do país, vestidos de AC/DC. As camisetas e principalmente os chifres luminosos característicos do Angus, davam o tom do que viria pela frente. Lá dentro, mais gente.

Perto das 20h, um temporal lavou a alma da galera. Eu com minha capa de chuva estava protegido, mas outros preferiram enfrentar o temporal. Às 20h30 começou o show do Nasi, o ex-vocalista do Ira! que tocou uma meia dúzia de músicas, na companhia do convidado especial Andreas Kisser, do Sepultura.

Meia hora depois, começaram os preparativos para o grande momento. Com apenas cinco minutos de atraso, às 21h35, o AC/DC começou o espetáculo com um desenho nos telões. O som de abertura foi Rock’n'Roll Train, carro chefe do novo álbum “Black Ice”, que leva o nome da turnê.

A partir daí foi uma sequência de novos e velhos sons. Gente de todas as idades deliravam. Crianças, adolescentes, jovens, adultos e até idosos curtiam juntos a banda que vem desde os anos 70 fazendo um brilhante sucesso.

Vou levar pra sempre essa noite. Como foi a única apresentação, cercada de rumores de aposentadoria da banda, creio que fui um privilegiado. Saí do Morumbi como entrei, sozinho e empolgado, na certeza que ali presenciei um momento histórico do rock no Brasil.

Uma pena que meus pais não estiveram lá… Uma pena a todos os fãs que ficaram sem ingresso… Lamentável também apenas um show em nossa casa, enquanto os hermanos terão três apresentações para curtir esse rock simples, porém sensacional.

Valeu Angus, valeu Brian Johnson, valeu AC/DC!

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NFL em momentos decisivos

Brees (9) e Manning (18) brigam pelo topoNão sou tão bom em futebol americano como meus amigos do PlayAction BR, mas vou tentar falar um pouco sobre esse esporte sensacional que eu aprendi a gostar já tem bons 10 anos por aí.

Ainda que não esteja acompanhando tão de perto essa temporada da NFL, algumas coisas chamam a atenção: dois times invictos até agora, um tiozão arrebentando depois de se aposentar várias vezes e a pobre campanha do meu humilde time, talvez o pior entre todos.

Se tivermos que apontar dois favoritos para o Superbowl, esses seriam New Orleans Saints e Indianapolis Colts. Ambos, em suas respectivas conferências, estão atropelando: dez vitórias em dez partidas, com ataques arrasadores. Seus quarterbacks (Brees e Peyton Manning) arrebentam a cada partida.

Logo atrás, o terceiro melhor time da NFL é o Minnesota Vikings. Sua posição se deve principalmente a Brett Favre – o tiozão que se aposentou duas vezes e voltou com um gás e uma qualidade impressionantes. O número 4 conduz o time nos passes, deixando o show corrido para Adrian Peterson, talvez o melhor running back dos últimos tempos.

A partir daí, várias equipes vêm mordendo. Liderando suas divisões, devem se classificar aos playoffs: Patriots, Bengals, Chargers, Cowboys e Cardinals. Correm por fora: Steelers (atual campeão), Eagles, Giants e Packers.

Decepção mesmo é o meu time, Tampa Bay Buccaneers. Os Bucs sofreram um desmanche no elenco, trocaram de técnico (apostaram em um novato de 30 e poucos anos) e não têm um quarterback de peso (hoje um rookie comanda a equipe).

Assim, seria previsível uma temporada de pauladas. Até aqui, uma vitória e nove derrotas, inclusive uma para o Patriots em Londres, num jogo promocional da NFL no velho continente.

Talvez a má campanha sirva mesmo apenas para conseguir o primeiro posto no draft, onde os times selecionam as feras que deixam a universidade. Pelo que dizem, a remessa desta temporada será interessante.

Melhor perder tudo então… Go Bucs!!

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